
Tudo começou quando, em 1857, as operárias de uma fábrica de Nova Iorque fizeram greve com vista a reivindicar a redução do tão pesado horário de 16 horas diárias. Não lutando por nada mais que os seus direitos, foram fechadas na fábrica à qual lhe foi posto fogo, alegando tratar-se de um incêndio. Em 1910, ficou definido numa conferência internacional de mulheres, que, com vista a homenagear o trágico acontecimento de 1857, 8 de Maio seria o Dia Internacional da Mulher.
Desde então, a emancipação da mulher tem ganho força, espalhando-se pelo mundo fora. A emancipação da mulher tem como rosto a flapper americana, que se opõe aos paradigmas dominantes na sociedade. Se até então a mulher tinha o acesso à vida profissional bastante condicionado, nos "loucos anos 20" começou a opor-se a tal, lutando pelos seus direitos. A mulher reivindicou a igualdade de sexos, o direito a exercer o sufrágio, a participar na vida social e política e a abolir as diferenças de sexos dentro do emprego e mesmo na família. Libertam-se de preconceitos, e passam a aparecer em festas e clubes nocturnos sem uma companhia masculina, viajam sozinhas, praticam desporto, têm uma nova preocupação com a moda: adoptam a saia travada até ao joelho, substituem o espartilho pelo soutien, passam a usar o cabelo à garçonne. A mulher emancipada fuma e bebe em locais públicos, o que provoca e choca a sociedade. Na estrutura familiar, o poder deixa de estar centrado no homem, a mulher entra no mercado de trabalho, e como consequencia, o nº de casamentos diminui e este é um acontecimento cada vez mais tardio, contudo o número de casamentos por amor aumenta significativamente.
A celebração desta data, tem como vista salientar o papel e a dignidade da mulher na sociedade e contestar e rever os preconceitos e limitações que lhe está associado. Vem mostrar a força e coragem do sexo feminino ao longo dos anos.
É necessário ter em conta, que há países onde as mulheres não são vistas como pessoas. São escravas da casa, dos filhos e dos maridos, maltratadas e sem direito a uma vida própria. Será isto uma mulher do século decorrente? Onde está o direito à educação, ao trabalho, à igualdade? Onde está a segurança e protecção destas mulheres? Quem sabe quando essa trágica forma de viver termina e passam a viver dentro dos padrões do nosso século? Como é afinal a mulher de 2006: uma mulher árabe que vive para o trabalho doméstico ou uma mulher europeia, que é casada, tem filhos, trabalha e sai para ir às compras e se encontrar com o grupo de amigos..?
A todas as mulheres, continuemos a lutar pelos nossos direitos como tem sido feito ao longo da História. Lutemos pela igualdade de sexos, que séculos depois desta luta ter começado, ainda não foi atingida.
Uma vez que o futuro da humanidade passa também pelas nossas mãos (mulheres), façamo-lo com algum objectivo!
Um bom dia para TODAS as mulheres!!!