segunda-feira, março 19, 2007

O virar da página

Como podemos achar que tudo está perfeito se nem conhecemos direito a pessoa que está ao nosso lado?
Pensar que há algum tempo achava que estarias para sempre ao meu lado, parece agora um tanto estranho. Não tanto se pensar naquilo que tinhamos construído e que parecia eterno. Os dias passavam e distanciavas-te cada vez mais...
Agora já nem te conheço!
Não obstante tinha duas opções: ou vivia presa a memórias ou virava a página do livro que tinhamos escrito em conjunto. Optei pela segunda via.
Vi coisas que os meus olhos há muito não enxergavam, cheiros que há muito não inavalava e pessoas que tinha abandonado, mas mesmo assim tão inocente e espontaneamente me estenderam a mão. Só tu não estavas (e foi por ti que tanto lutei...)! O tempo persistia em passar enquanto tentava apagar as pegadas da tua passagem. Confessoo que ao início resisti, mas ao ver a tua indiferença, achei desnecessário travar uma batalha sozinha enquanto te vangloriavas com os louros da vitória (talvez não seja desnecessário e um dia voltes para enfrentar isso comigo).
O facto de me soltar das recordações, permitiu que me soltasse como antigamente e me divertisse. Levou-me ainda ao reencontro com pessoas puras e verdadeiras; amigos disponíveis e sinceros; pessoas novas tão pouco ou nada egoístas que me levaram a esquecer a dor e a ser feliz.
E não é que hoje mal me lembro de ti... de nós?
Agora, e graças aos que me rodeiam, sou feliz, pratico o culto do eu, divirto-me e estou bem com o mundo.
Tenho as melhores pessoas por perto. Pessoas essas que reconhecem o meu valor, me incentivam a ser eu e não permitem que a tristeza se aproxime de mim.
A página foi virada.
Uma nova história está registada... cheia de aventuras, emoções e novos episódios, onde o TU que aparecia como personagem principal não passa de uma mera nota de rodapé no prefácio!

terça-feira, março 06, 2007

Quantos dias faltam para a queima?


"Zé PEDRO, QUERO UM FILHO TEU!"
Da última queima restam as saudades e as lembranças: os zóides, o Zé Pedro, O Gui a falar francês...
Quantos dias faltam para a queima? =P

Parte IV - Um fim-de-semana diferente

Bé sentia uma necessidade tremenda de relaxar. Há 2 anos que não tirava férias para aguentar a empresa, enquanto que o cansaço a ia consumindo. Estava esgotada. Agora que pensava nisso... onde estavam os amigos que sempre a rodearam? Pois é, envolveu-se tanto no trabalho que viveu os últimos dois anos isolada, sozinha!
"Ok, vai ser desta! Vou ligar ao pessoal para passarmos o fim-de-semana na herdade. Quero férias! Quero os amigos que afastei com o trabalho"
E assim foi. Começou por ligar à Beatriz, afinal era ela a mais presente no meio da ausência.
-Está lá?
-Beatriz, como estás amiga?
-És mesmo tu, Bé? Que surpresa! Há século que não ouvia a tua voz.
-Pois é, tens razão! Foi a pior coisa que fiz, abrir a firma. Deixei de ter tempo para tudo. Nem às compras tenho ido, o que vale é a minha mãe.
-Mas está a correr mal, Bézinha?
-Não querida, está no início e, como tal, é lento. Bom, na verdade liguei-te para te convidar para irmos passar o fim-de-semana à herdade. Está vaga e eu preciso de férias e de amigos
-Acho óptima ideia. Vamos as duas?
-'Tava a pensar em dizer ao Pedro, ao Tomás, à Margarida, à Rita e ao Francisco. O que achas?
-É fantástico, Bé. O nosso grupo... Como nos velhos tempos! Vamos! Temos imensa conversa para pôr em dia.
-Ok, está combinado. Vou ligar a todos.
-Está bem, querida. Obrigada pelo convite. Um beijo.
-Outro para ti, Bia!

Depois disto, Bé já se sentia melhor. A voz da amiga tinha sido calmante e animou-a. Faltava agora ligar aos outros amigos para combinar. Aliás, um e-mail facilitaria tudo. Foi tratar disso!

Era quinta-feira e já todos tinham confirmado a ida à herdade.
"hoje não vou trabalhar" decidiu Bé.
Arranjou-se e foi às compras. Há meses que não comprava roupa e precisavam de mantimentos para o fim-de-semana.
Enquanto Bé passeava no shopping, começou a pensar em tudo. A presença do novo trabalhador provocava-lhe algo estranho. Sentia um calor interno a apoderar-se ela, cada vez que estava em frente a ele. As mãos suavam e as palavras resistiam... às vezes não saíam mesmo. Algo de estranho se passava.
Bé via nele oque sempre procurou. No fundo, era o homem perfeito. Um trabalhador fora de série... Realizava qualquer tarefa com sucesso... e aquele corpo misturado com tanta simpatia...
"Que homem!" suspirou Bé.
Era altura de fazer compras, portanto deixou para lado as recordações que lhe possuiam o pensamento e, cheia de coragem, entrou na primeira loja q lhe agradou!