Ontem apanhei o comboio de regresso a casa. Vi como é agitado o dia-a-dia nas estações ferroviárias. Pessoas a correr, contra o sentido daquelas que caminham calmamente, pessoas a entrar, a sair, a subir, a descer... Uma azáfama.
Como a viagem ia ser longa, liguei o iPod e perdi-me nos meus pensamentos.
Desejei estar a ir ao teu encontro. Desejei ter-te à minha espera de braços abertos na estação. Lembrei-me das nossas conversas, no Alentejo, enquanto me explicavas o que era o sobreiro e como tiravam a cortiça para a levares. Lembrei-me de quando íamos à praia e me mergulhavas no mar enquanto eu esperneava e chorava, tomada pelo medo e pelo frio. Lembrei-me dos jantares no Varina, dos jantares no Cabana e das tardes na piscina do Hotel. Lembrei-me da primeira vez que fomos ao Salvatore e disseste que nos ias levar a um restaurante onde nos ias ensinar a cozinhar. Vi a tua casa antiga. Lembrei-me de quando me ias adormecer e contavas as aventuras na "Quinta da vovó do papá". Lembrei-me dos gelados no Esquimó e dos jantares na vovó. Lembrei-me da tua voz, do teu cheiro, do teu abraço.
Caiu-me uma lágrima de saudade.
Porque estamos tão perto e tão longe ao mesmo tempo?
Porque me fazes tanta falta e tornas os momentos em que estás ausente tão difíceis?
Tenho saudades tuas!
Acho que continuo a acreditar que um dia vamos aproveitar todo o tempo perdido. Mas nesse dia já não vou ser pequenina e já nada vai voltar a ser como era.
Nesse dia já não sou só eu, mas também serei eu.
E agora sinto-me como uma estação de comboios super agitada.
Vamos voltar ao "era uma vez..." e acabar no "felizes para sempre"!
Como a viagem ia ser longa, liguei o iPod e perdi-me nos meus pensamentos.
Desejei estar a ir ao teu encontro. Desejei ter-te à minha espera de braços abertos na estação. Lembrei-me das nossas conversas, no Alentejo, enquanto me explicavas o que era o sobreiro e como tiravam a cortiça para a levares. Lembrei-me de quando íamos à praia e me mergulhavas no mar enquanto eu esperneava e chorava, tomada pelo medo e pelo frio. Lembrei-me dos jantares no Varina, dos jantares no Cabana e das tardes na piscina do Hotel. Lembrei-me da primeira vez que fomos ao Salvatore e disseste que nos ias levar a um restaurante onde nos ias ensinar a cozinhar. Vi a tua casa antiga. Lembrei-me de quando me ias adormecer e contavas as aventuras na "Quinta da vovó do papá". Lembrei-me dos gelados no Esquimó e dos jantares na vovó. Lembrei-me da tua voz, do teu cheiro, do teu abraço.
Caiu-me uma lágrima de saudade.
Porque estamos tão perto e tão longe ao mesmo tempo?
Porque me fazes tanta falta e tornas os momentos em que estás ausente tão difíceis?
Tenho saudades tuas!
Acho que continuo a acreditar que um dia vamos aproveitar todo o tempo perdido. Mas nesse dia já não vou ser pequenina e já nada vai voltar a ser como era.
Nesse dia já não sou só eu, mas também serei eu.
E agora sinto-me como uma estação de comboios super agitada.
Vamos voltar ao "era uma vez..." e acabar no "felizes para sempre"!