sábado, fevereiro 16, 2008

let me be you cinderela

Et voilá! No meio da multidão lá estava ele. Sorrindo, por verificar que ela tinha ido, como prometera. Deram um beijo fugoso, que os deixou a questionarem-se sobre o que seria aquilo. Era inexplicável, mas entusiasmante. Seria uma grande paixão que se estava a revelar?
Desconfiada, ela afastou-o subtilmente, empurrando-o para a pista onde dançaram livremente, sem a preocupação daqueles olhares que os focavam. Já eram crescidinhos. Não tinham nada a temer.
O calor na pista aumentava quando os seus corpos se tocavam. Era inevitável. O desejo invadia-os. "Ainda bem que saí de casa para o vir procurar"- pensou ela sorrindo. O calor da pista estava a tornar-se insuportável aliado ao desejo de se tomarem. Resolveram ir tomar alguma coisa para arrefecer os ânimos.
Aproveitaram aquele momento no bar para falarem mais deles, uma vez que quase só se juntavam a nível profissional. Fizeram perguntas sobre gostos, manias, passatempos... E, de repente, ele puxou-a para os braços dele, sussurrando-lhe ao ouvido "Quero estar contigo!".
As pernas da rapariga tremiam agora. Ela desejava-o da mesma forma. Por outro lado, não lhe saíam da cabeça as imagens dele a jantar com a mãe, dele em reuniões com a mãe e das conversas de ocasião que iam tendo tempo de ter, no local de trabalho dele, cada vez que se cruzavam.
O mesmo lhe deve ter passado pela cabeça, porque disse-lhe baixinho que estava com ela porque queria, que sabia da diferença de idades, mas que a amava e era com ela que queria estar.
Ela assustou-se e correu de lá para fora qual Cinderela. Mas o sapatinho não lhe caiu, deixando-a a pensar que preferia a Cinderela dos irmãos Grimm, à Cinderela contemporânea.
De manhã, a mãe entrou pelo quarto dela às 8h e gritou "Acorda e vai tomar banho. Temos de ir trabalhar!"
E lá foi ela. Cansada, esgotada e com a noite anterior na cabeça. Tomou banho, vestiu-se rapidamente, foi secar o cabelo, maquilhou-se e saiu com a mãe. Após tomarem o pequeno-almoço, foram trabalhar. O mundo da joalharia não permite atrasos!!!
Pouco tempo depois, ela viu-o. Qual príncipe encantado. Lá estava ele, diante da mãe dela. Resolveu agir com naturalidade e, como sempre fez, foi ter com ele. Qual não foi o seu espanto quando o ouviu perguntar à mãe "Não podemos continuar com este negócio. Estou apaixonadíssimo pela tua filha e acho que não devo envolver trabalho e vida pessoal. Vou ter de saltar fora! Que achas de ser minha sogra?".
Os olhos brilharam como nunca e as borboletas que tinha na barriga voavam mais confusas que nunca. Apetecia-lhe saltar, correr, voar, gritar, abraçá-lo, beijá-lo. Mas não o fez. Fingiu que não era nada com ela. Que nada a afectava naquele momento.
Mas afectava... E de que maneira...
Ele perguntou-lhe pouco depois: -Logo sais?; e ela disse: -Talvez. Pelo menos para tomar café.
E muito baixinho, ele disse-lhe junto do pescoço -Logo ligo-te!- e piscou-lhe o olho, enquanto se afastava com um sorriso lindo nos lábios.
Com isto na cabeça, o dia voou.
Eram quase 22h quando o telemóvel tocou. Era ele. Disse para ela se preparar porque 2h mais tarde a ia buscar para a levar a um sítio-surpresa!

sábado, fevereiro 09, 2008

A Cinderela

Enquanto ansiava mais uma noite no sítio habitual, perguntava-se constantemente "será que ele lá vai estar?".
Com esse propósito, acordou cedo, aproveitou a manhã para se depilar e ir ao cabeleireiro - afinal aquele cabelo precisava há muito de um corte- seguindo-se uma ida às compras em busca do vestido perfeito.
Rapidamente o dia se esgotava, com tanto que lhe ocupava a cabeça.
Chegou a casa ao final do dia, aproveitando para fazer uma pequena "siesta": -Quando acordar, estarei recomposta, pronta para logo!
E assim foi. Acordou perto das 23h, foi jantar, maquilhou-se, vestiu o vestido novo e, quando se viu ao espelho, nem queria acreditar na princesa que lhe sorria do outro lado. Mais entusiasmada que nunca, preparava-se para sair, quando o "dlim-dlam" do telemóvel soou. Hoje nada nem ninguém me impede de sair de casa- pensou enquanto se dirigia para o telemóvel. Para sua surpresa, era uma mensagem DELE. Os seus dedos tremiam, enquanto premiam as teclas do telemóvel:
"Boneca, estou-me a arranjar para sair de casa. Quero ver-te HOJE. Quero estar contigo!"
Agora mais feliz que nunca, ela saiu de casa, ainda a tremer... ou cada vez a tremer mais. dirigiu-se àquele sítio onde adorava ir em busca da morangoska perfeita antes de ir sair.
Sem dar conta, emborcou três. De repente, sentiu-se pronta para ir para a discoteca procurar o príncipe da sua vida. E assim, lá foi ela. Deslumbrante dentro do seu pequeno vestido e em cima dos seus sapatos altos.
Como lhe iria correr a noite?- perguntava-se enquanto conduzia até à discoteca.