sábado, dezembro 22, 2007

Brilha, estrelinha G*


Gonçalo, Gonçalo.. que pussy me saiste :(

Entraste por acaso na minha vida e, em pouco tempo, preenchias todos os momentos vazios do meu dia. Passávamos horas na conversa, horas a trocar as músicas mais idiotas, horas em que me enchias de coragem para seguir em frente e que ríamos.. como meninos.

Um dia estavas feliz. Com uma musica fantástica para eu ouvir e dizer o que achava. Outro dia era a foto fantástica que te identificava e, mimo para aqui, mimo para ali, aquele tempo que falávamos todos os dias eram óptimos.

Na 6ª estavas feliz da vida, por estares cá. Há uns dias vangloriavas-te de uma festa girissima em Braga.

Na 2ª deste-me logo os parabéns. A tua preocupação quando disse sentir-me sozinha... Eras o máximo. Era HOJE que vinhas cá. Era hoje que iamos estar juntos. E, do nada, soube que tinhas partido. Disseram-me que tinhas ido e não voltavas mais.

Por estranho que possas achar, chorei como há muito não chorava. Corria para o MSN à espera que entrasses com a tua alegria. Mas não entras :(

Tive a sensação que era um pesadelo e pedi que me acordassem. Mas não era.

Toma conta de mim, meu anjo! Dá-me o juízo que dizias faltar-me. Fica aí com a tua mão em cima da minha cabecinha e brilha todas as noites. Porque o trabalho das estrelas é brilhar e tu és uma ESTRELA. Descansa agora em paz, longe da crueldade do mundo.

E claro que as BABES te adoram, seu pussy.

Nem tu tinhas noção :S

R.I.P, Gonçalo

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Quero-te!


Era uma tarde vulgar de segunda-feira e ela sentou-se à secretária a estudar. Enquanto lia, os seus pensamentos dispersavam-se e um desejo impróprio invadia-a como se de uma chama flamejante se tratasse. Não dava para fixar nada. Pegou no telemóvel e enviou a habitual mensagem ao vizinho da frente: "kero tar ctg. Tas em casa?". Oito segundos depois ele respondeu "sim. vem ca ter".
Ela largou tudo o que estava a fazer e correu para casa dele. Como era habitual, esperou no escuro que ele abrisse a porta e saltou-lhe para o colo. Envolveu-o com as pernas usando toda a força que tinha, enquanto os lábios se encontraram.
Ele fechou a porta, levou-a para o quarto, atirou-a violentamente contra a parede e despia-a fogosamente enquanto ela suspirava de prazer. Foi a vez dela o atirar para cima da cama, saltar para cima dele e despi-lo... arrebatando-o. Entregaram-se ao prazer e à loucura como se não houvesse amanhã. Ela tomava rédeas da situação... até que ele, puxando-a pelos cabelo, achou que era o momento de se impor.
Uma vez, duas, três... passaram a tarde nisso até que o telefone tocou e ele lhe disse "-São os meus pais. Estão a chegar". Ela respondeu "-Vamos para minha casa" ao que ele disse "-Só mais uma e vamos". Entregues novamente ao alento das sus almas, enrolaram-se na cama. Os seus corpos confundiam-se, a respiração estava ofegante e suavam como nunca. Gemiam de prazer, como se estivessem juntos pela primeira vez e se estivessem a tentar impressionar mutuamente.
De repente ouviu-se um barulho... uma chave que abria uma porta. Eram os pais dele. Ele levantou-se, fechou a porta do quarto e vestiram-se rapidamente, enquanto a voz da mãe o chamava e dizia que tinha uma surpresa. E que surpresa... Quando finalmente estavam "apresentáveis", ele abriu a porta e qual o seu espanto ao ver a namorada...
Ela fugiu. Correu de casa para fora. Chorava como não achava possível. E, inexplicavelmente, ele foi atrás. Sem namorada. Agarrou-a pelos braços, encostou-a a uma parede e, enquanto a beijava, gritava que era com ela que queria ficar. Era ela que lhe fazia bem e que o satisfazia...
Apenas com ela podia conversar, podia ter tardes fora do vulgar. Divertia-se como há muito não acontecia. Era isso... ele queria-a mesmo. E ela sabia como o queria desde sempre. Foram para casa dela. Abraçaram-se e beijaram-se ofegantemente.
Porque perderam tanto tempo a descobrir que se queriam? Porque se tinham... e nunca sentiram que podiam perder o outro. Não é isso que fazemos sempre?

domingo, dezembro 02, 2007

Sem título


Em muito pouco tempo afeiçoei-me a ti, adaptei-me a ti e aprendi a viver com a tua presença.
Hoje... tenho saudade.
Saudade daquilo que não sabia que existia. Saudade daquilo que sinto perto de ti. Saudade de tudo o que me transmites e das nossas conversas. Das brincadeiras, dos telefonemas... Saudade de ti.
Como é estranho o mundo das sensações...
Estou aqui e preciso de ti!
Como tudo seria mais fácil se sentisses a minha falta como eu sinto a tua... e ficasses comigo para sempre...!

quinta-feira, novembro 15, 2007

Estrelinha


Que rotina estranha é a vida... ora tudo está bem, ora tudo deixa de fazer sentido. Num momento estamos felizes e alguns minutos depois estamos tristes...
Era uma destas fases mais negra em que estava. Achava que nada fazia sentido, enquanto a depressão tomava conta de mim.
De repente, apareceu uma estrelinha, que me veio encher as noites de luz e o dia de cor. Faz-me companhia nas tardes de solidão, absorve-me nas conversas e faz-me esquecer que o resto do mundo está acordado, enquanto me faz sentir bem e me alegra.
Afinal, parece verdade... no meio de tantas estrelas, há sempre uma que se destaca... por ser especial... E o ser especial, fá-la brilhar com mais itensidade e destacar-se das outras estrelas comuns. Continua a brilhar, estrelinha! Brilha só para mim...

segunda-feira, novembro 12, 2007

Começam as planificações

Eu planifico
Tu planificas
Ele refila
Nós planificamos
Vós perturbais
Eles avaliam
....
Acabou a "boa vida". Agora começam as planificações, as aulas e o início de uma sofrida vida de professora!

Um baile na memória


Hoje acordei de uma forma diferente.
Estavas de novo por perto. Puseste as tuas asas de fada, o vestido branco, a coroa de flores na cabeça e as sabrinas de ballet e bailaste a manhã toda no meu pensamento. Desafiaste o destino como nunca o fizeste e persististe todo o dia na minha memória.
Talvez seja o verbo querer a ganhar forma na sua plenitude e psicose.
Entre um gesto e outro, mexias-te como só tu sabes. Trazias harmonia a um dia duro de trabalho, apenas com uma dança e aquele sorriso só teu.
Por momentos senti o teu cheiro a invadir-me, o calor do teu abraço e o sabor daquele beijo só teu.
Como é inexplicável e intenso... o desejo. Nunca o tinhas pensado assim, não é verdade? Mas hoje não querias saber de nada. Querias só suavisar a obsessão em que o desejo estava a cair. E então bailaste... como só tu sabes.
Envolveste-me com o teu véu e fizeste promessas eternas. Promessas que ficaram gravadas com a tua dança! São intensos os sentimentos, hein? Já tinhas pensado nisso? Apesar do mundo não girar à tua volta, consegues tornar-te numa parte absolutamente fundamental dele mesmo.
Dás-me aquela força para lutar, enfrentar o destino e evadir-me do óbvio, só com as tuas palavras e a tua dança permanente que me assombra a memória.
Descobriste a melhor forma de chegar até mim. Encontraste o caminho mais longe, mas aquele que percorres mais rápido e com um grande sorriso estampado no rosto.
Dança para mim a noite toda. Absorve-me na paixão que transpiras. Seduz-me como só tu sabes...! Abraça-me como se não houvesse amanhã.
Continua a acariciar-me a cabeça todas as noites, sem nunca me acordares, graças às tuas sabrinas mágicas para bailares só para mim.
Há muita coisa a mudar e o querer psicótico vai ganhando vida. Vai-se conjugando a ele mesmo.
Eu quero, tu queres... nós queremos!
Esta noite, dança só para mim.

segunda-feira, novembro 05, 2007

O que se passa aqui?

Príncipe encantado é utopia?
Há 9 meses que não me saías da cabeça por um minuto que fosse e nos últimos 2 dias mal tenho pensado em ti!
Se não és tu o príncipe que fica eternamente, será que existe mesmo alguém?
Gosto de ti, mas as borboletas já não levantam voo!

terça-feira, outubro 16, 2007

Deambulação do eu

Que mais pode ser o desejo se não uma psicose do querer que subitamente nos invade?
É um momento surreal do querer que transforma tudo numa melancólica combinação de sonho e dor.
É a vontade de estar com alguém incessantemente, 24h por dia. A falta que alguém nos faz e o anseio de termos essa pessoa do nosso lado. Corpo com corpo. Lábios com lábios. Se bem que esse momento, por ser carnal, nunca satisfaz per si, conduzindo novamente ao desejo, à saudade e à ausência.
O desejo é de tal forma inexplicável e intenso que rapidamente cai na vulgar obsessão, aquela impertinência excessiva que nos invade de vez em quando. É um desejo que se transforma numa confusão de sentimentos intensos. Por um lado ambiciona-se, pretende-se, apetece-nos algo ou alguém cheio de alegria para nos dar, de pequenas coisas para nos ensinar. Por outro lado, cai tudo numa dor demasiada com a qual temos de saber viver. Mas não sabemos. O Ser Humano não sabe lidar com a dor. Evita-a. Expulsa-a. Tenta reagir-lhe sempre.
Da passividade daquilo que nos deixa realmente confortáveis, nasce a dúvida. Será que te desejo ou que gosto realmente de ti?
É verdade que sinto a tua falta, que sou feliz ao teu lado, mas também é verdade que não fantasio contigo. Às vezes divago nos pensamentos, aspiro um beijo teu, mas logo caio no chão e sinto que apenas te quero por perto.
Sinto-me mais que concretizada com a sabedoria das tuas palavras, o aconchego do teu abraço e a forma inexplicável como danças na minha imaginação, dando-me força para viver, para lutar, para não me ficar só pelo óbvio. E continuas a dançar e a desafiar o destino, enquanto procuro uma forma graciosa de te mostrar ao mundo e de te explicar o quão importante és na realidade para mim.
O mistério da dúvida e da paixão absorvem-me, enquanto procuro um caminho para chegar até ti.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Sem paciência

Ando sem paciência para actualizar o blog, para ouvir as tuas desculpas, para viver neste impasse sem ter coragem de agir, para acordar cedo todas as manhãs..
Ando sem paciência para escutar a voz interna que me diz como és especial e como preciso de ti, de sentir o meu pensamento a fugir para o mesmo, de acordar e adormecer a pensar em ti, de viver contigo na cabeça e, até hoje, não conseguir fazer nada.

terça-feira, agosto 14, 2007

O meu verão

A fruta: pêssego

O prato: o que envolva atum

A bebida: coca-cola light

A peça de roupa: a bela da mini-saia

O sítio: Esmoriz

As músicas: phantom planet- California; Queen - under pressure; the gift - Fácil de entender

A palavra: Loucuras

A expressão: "como tás baby?"

A frase: ...

A parte do corpo: Unhas/Pernas

O livro: Lágrimas da lua

O perfume: Ralph de Ralph Lauren

O local para férias: Senegal? :D

O café: vai variando

O desporto: Conduzir ... lol

O jogo: bejeweled

O bar: varia

A pessoa: mulher: Célula; homem: Pedro

O pensamento: Copo na mão direita é penalti.

domingo, agosto 12, 2007

Coisas estranhas

Estranho é sentir-me sozinha quando estou rodeada de pessoas excepcionais por todo o lado.
Estranho é estar triste depois de uma tarde óptima com as pessoas de quem mais gosto. Sentir-me rejeitada.
E saber que estás aí e sentir que não estás?
Como tudo se torna estanho sem nós sabermos como. Ontem acordei feliz, tive um dia óptimo e deitei-me lavada em lágrimas. O humor varia sem sabermos porquê. Enfim..
Estou confusa com tudo!

terça-feira, junho 26, 2007

Relações Interpessoais

Atafulhada em montes de fotocópias de psicologia, sufocada pela leitura e entristecida por ver um sol radioso pela janela, pus-me a interiorizar a matéria. Relações interpessoais...

Claro que toda a gente precisa de cultivar relações com os outros, para não cair em obsessões, depressões ou em alguém psicótico que só quer o mal dos outros. Poderia chamar narcisista a esse psicótico, mas não o é. O psicótico sem amigos é aquele que não suporta ver os outros felizes, que tenta destruir a felicidade dos outros, que o facto de estar sozinho o torna em alguém doente, com tendência para acidentes.

Então, se ter relações faz parte de SER, de EXISTIR, que relações pode haver?

A amizade... relação entre duas pessoas, geralmente da mesma geração, definida por relações como confiança, ajuda, saber ouvir, saber guardar segredos, respeito, aceitaçao de si e do outro como realmente são... Amizade, troca de promessas, de gargalhadas, de lágrimas. Diversão, lazer, disparates.. há tanto para dizer deste sentimento comum a todos os mortais.

Sexualidade, outra relação interpessoal que tem vindo a sofrer algumas alterações desde a antiguidade. Se antigamente era impensável pensar em sexo antes do casamento, hoje em dia é um habitué. "Sexo só depois do casamento" foi destronado pelas relações homo e heterossexuais que se verificam cada vez mais cedo, no despoletar da adolescência. Tem sido de tal forma banalizada que a tendência para gravidezes indesejadas e doenças sexualmente transmissiveis tem vindo a aumentar.

Amor... Esta é bem mais complexa no seu todo. Há quem o entenda como uma história, onde o casal não está apaixonado mas cria a paixão, há quem o veja como um jogo, uma loucura ou uma perda de tempo. É algo que envolve intimidade, paixão, compromisso, auto-revelação, confiança, respeito, desejo sexual. É talvez o mais completo dos sentimentos.

Há, no entanto, uma dúvida que me persegue... Se tudo isto faz parte do ser humano... porque é que ainda há pessoas a fugirem dos relacionamentos? A solidão é algo que me assunsta!

domingo, junho 17, 2007

Principe encantado VS. Macho actual

Somos a vida toda confrontadas como modelos de homens ideais. Seja pelos contos de fadas, pelos filmes ou pelas histórias que tão atentamente ouvimos as nossas avós contarem, todas têm um final feliz a partir do momento em que o príncipe encantado aparece.
Mas na vida real, onde está o príncipe encantado que vem dar cor à nossa vida?
Com esta questão às voltas na cabeça, fui para a rua. Passou um casal. "Alguém que encontrou o príncipe!" - pensei eu. Ideia que se desvaneceu poucos segundos depois, ao ouvir como o homem tratava a sua princesinha.
De passagem pelo supermercado, deparei-me com várias mulheres a empurrarem os carrinhos de compras enquanto os maridos se passeavam pelos corredores, falavam ao telemóvel ou liam o jornal. Subitamente, vieram-me à cabeça as palavras da minha avó "o príncipe encantado é aquele que é cavalheiro, que te abre a porta para passares, que te leva os sacos quando estás carregada...". Mais uma vez, não era ali que estava o príncipe encantado.
"Talvez o príncipe encantado esteja na livraria, em busca de cultura" - pensei mais uma vez. Chegada à livraria, pedi ao rapaz da caixa um livro. O rapaz rapidamente gritou a uma colega "Ó Marta, atende esta menina que eu estou atrapalhado". Talvez não fosse o local que um príncipe procuraria.
De volta a casa, acendi a televisão e estavam várias mulheres sentadas num estúdio a queixarem-se de agressões físicas por parte dos maridos.
Talvez a era do príncipe encantado tenha sido substituída por uma sociedade onde o típico macho latino domina. Valores como cavalheirismo, ajuda, protecção, apoio, solidariedade e respeito estão a entrar em extinção, vítimas do esquecimento do macho moderno.
E quanto ao amor, a sociedade contemporânea está a deixar de ter lugar para ele, uma vez que uma cama e um bocado de afecto originam o mesmo resultado. Palavras que saem sem serem sentidas, gestos estratégicos para o fim pretendido.
O macho dominante veio para ficar... e nós... continuamos a sofrer a ilusão do principe encantado!

terça-feira, maio 29, 2007

conversas de papel

Sentei-me na secretária habitual, bem no fundo da sala. Cerca de 20 minutos depois já tinha dispersado.
Por momentos assustei-me com a minha falta de concentração... ou seria a professora tragicamente intragável? Olhando para os lados, talvez a segunda hipótese fizesse mais sentido.
Alguns no portátil, outros na conversa... tudo deambulava... e a pobre mulher, coitada, falava sozinha, encostada à parede, no seu tom monocórdico.
De repente, ouviu-se uma folha a rasgar. Assim surge uma conversa de papel. Ninguém fala. Tudo é escrito. Apenas se ouve um risinho quando o bilhete é lido e o som da folha a dobrar. E assim passa o tempo. Papel vai, papel vem... Tudo está escrito, ao som da voz irritadiça da mulher, que tomou consciência de estar a falar sozinha.
Persegue-nos com o olhar intimidador de víbora, prestes a atacar.
Enquanto isso, o papel vai ganhando a cor da caneta que o preenche.
Segredos, confissões e relatos... tudo registado num papel que não podia ser lido por ninguém.
Conversas de papel... que registam as nossas divagações e marcam uma manhã de aulas.

domingo, maio 13, 2007

pobres meninos ricos, que não sabem o que fazem!

Pobres meninos ricos, que adoptam o ócio como fonte primordial das suas vidas. E não é que se vangloriam mesmo dessa vida desprezível de aparências? Como se alguém fosse feliz no meio de tanta ostentação...
Cada vez mais, é um tema na actualidade. Cada vez mais, os pobres meninos ricos vivem do consumo desenfreado. No fundo, nada é mais importante que o status. E o que melhor que o consumo para atingir o status? Partindo do status como ex-libris da sociedade ideal, o importante começa a ser a roupa que vão vestir, as marcas que exibem num “corpo-vitrina”, os carros que têm e a veia social, esta última altamente selectiva que inclui apenas grandes nomes.
Vivendo de aparências e ilusões, tornam-se escravos da moda. Há que seguir sempre as últimas tendências e quanto mais caros forem os artigos desejados, menos serão as possibilidades de ver alguém com o mesmo, ao nosso lado.
O mundo chegou a um estado de perdição de tal forma assustador, que ócio e dinheiro são uma combinação explosiva de futilidade. Se trabalhar sempre foi motivo de horna, para alguns o “ganha-pão” e fonte de subsistência, cada vez mais o trabalho é para “os pobres”. O tempo é tão curto que deve ser aproveitado para relaxar, viajar, ver montras e contemplar o nada.
Depois há aqueles que vivem de aparências sem terem como. Recorrem aos créditos que nos invadem a televisão diariamente e assim, podem ir de férias para um destino mais agradável que o da vizinha da frente.
Pobres meninos ricos que ingressam neste meio como consequência da educação, daqueles casamentos estrategicamente felizes (a filha do padeiro que casa com o dono da empresa de distribuição). Que criancinhas poderão sair daqui? Crianças completamente ostentadas, devido ao status da mãe. Jovens que mais tarde deixam de estudar, porque o mundo é muito grande para o conhecer no seu todo e há tanta loja nova para visitar que é impossível conciliar com os estudos. Adultos que chegam a discotecas e compram o porteiro para não terem de estar na fila muito tempo e pedem para vigiar o carro, que está em 2ª fila à porta. A melhor camisa, umas calças caríssimas compradas especialmente para essa noite e umas sapatilhas que pelo preço deveriam de ter asas... fazem parte do status pretendido para o dia.
Meninos ricos que desconhecem a desgraça que nos rodeia no mundo, pessoas que não dão valor a nada. Apenas ao “comprável”.
No dia seguinte? Há muitas lojas abertas para não ter de repetir a toillette.
E valores como a solidariedade, amizade, fidelidade e confiança? Ainda existe?
Pobres meninos ricos, que não sabem o que fazem.

sábado, abril 07, 2007

Como te amo?


"Como te amo? Deixa-me contar de quantas maneiras.

Amo-te até ao mais fundo, ao mais amplo

e ao mais alto que a minha alma pode alcançar

buscando, para além do visível dos limites

do Ser e da Graça ideal.

Amo-te até às mais ínfimas necessidades de todos

os dias à luz do sol e à luz das velas.

Amo-te com liberdade, enquanto os homens lutam

pela Justiça;

Amo-te com pureza, enquanto se afastam da lisonja.

Amo-te com a paixão das minhas velhas mágoas

e com a fé da minha infância.

Amo-te com um amor que me parecia perdido - quando

perdi os meus santos - amo-te com o fôlego, os

sorrisos, as lágrimas de toda a minha vida!

E, se Deus quiser, amar-te-ei melhor depois da morte."



Elizabeth Barrett Browning

segunda-feira, março 19, 2007

O virar da página

Como podemos achar que tudo está perfeito se nem conhecemos direito a pessoa que está ao nosso lado?
Pensar que há algum tempo achava que estarias para sempre ao meu lado, parece agora um tanto estranho. Não tanto se pensar naquilo que tinhamos construído e que parecia eterno. Os dias passavam e distanciavas-te cada vez mais...
Agora já nem te conheço!
Não obstante tinha duas opções: ou vivia presa a memórias ou virava a página do livro que tinhamos escrito em conjunto. Optei pela segunda via.
Vi coisas que os meus olhos há muito não enxergavam, cheiros que há muito não inavalava e pessoas que tinha abandonado, mas mesmo assim tão inocente e espontaneamente me estenderam a mão. Só tu não estavas (e foi por ti que tanto lutei...)! O tempo persistia em passar enquanto tentava apagar as pegadas da tua passagem. Confessoo que ao início resisti, mas ao ver a tua indiferença, achei desnecessário travar uma batalha sozinha enquanto te vangloriavas com os louros da vitória (talvez não seja desnecessário e um dia voltes para enfrentar isso comigo).
O facto de me soltar das recordações, permitiu que me soltasse como antigamente e me divertisse. Levou-me ainda ao reencontro com pessoas puras e verdadeiras; amigos disponíveis e sinceros; pessoas novas tão pouco ou nada egoístas que me levaram a esquecer a dor e a ser feliz.
E não é que hoje mal me lembro de ti... de nós?
Agora, e graças aos que me rodeiam, sou feliz, pratico o culto do eu, divirto-me e estou bem com o mundo.
Tenho as melhores pessoas por perto. Pessoas essas que reconhecem o meu valor, me incentivam a ser eu e não permitem que a tristeza se aproxime de mim.
A página foi virada.
Uma nova história está registada... cheia de aventuras, emoções e novos episódios, onde o TU que aparecia como personagem principal não passa de uma mera nota de rodapé no prefácio!

terça-feira, março 06, 2007

Quantos dias faltam para a queima?


"Zé PEDRO, QUERO UM FILHO TEU!"
Da última queima restam as saudades e as lembranças: os zóides, o Zé Pedro, O Gui a falar francês...
Quantos dias faltam para a queima? =P

Parte IV - Um fim-de-semana diferente

Bé sentia uma necessidade tremenda de relaxar. Há 2 anos que não tirava férias para aguentar a empresa, enquanto que o cansaço a ia consumindo. Estava esgotada. Agora que pensava nisso... onde estavam os amigos que sempre a rodearam? Pois é, envolveu-se tanto no trabalho que viveu os últimos dois anos isolada, sozinha!
"Ok, vai ser desta! Vou ligar ao pessoal para passarmos o fim-de-semana na herdade. Quero férias! Quero os amigos que afastei com o trabalho"
E assim foi. Começou por ligar à Beatriz, afinal era ela a mais presente no meio da ausência.
-Está lá?
-Beatriz, como estás amiga?
-És mesmo tu, Bé? Que surpresa! Há século que não ouvia a tua voz.
-Pois é, tens razão! Foi a pior coisa que fiz, abrir a firma. Deixei de ter tempo para tudo. Nem às compras tenho ido, o que vale é a minha mãe.
-Mas está a correr mal, Bézinha?
-Não querida, está no início e, como tal, é lento. Bom, na verdade liguei-te para te convidar para irmos passar o fim-de-semana à herdade. Está vaga e eu preciso de férias e de amigos
-Acho óptima ideia. Vamos as duas?
-'Tava a pensar em dizer ao Pedro, ao Tomás, à Margarida, à Rita e ao Francisco. O que achas?
-É fantástico, Bé. O nosso grupo... Como nos velhos tempos! Vamos! Temos imensa conversa para pôr em dia.
-Ok, está combinado. Vou ligar a todos.
-Está bem, querida. Obrigada pelo convite. Um beijo.
-Outro para ti, Bia!

Depois disto, Bé já se sentia melhor. A voz da amiga tinha sido calmante e animou-a. Faltava agora ligar aos outros amigos para combinar. Aliás, um e-mail facilitaria tudo. Foi tratar disso!

Era quinta-feira e já todos tinham confirmado a ida à herdade.
"hoje não vou trabalhar" decidiu Bé.
Arranjou-se e foi às compras. Há meses que não comprava roupa e precisavam de mantimentos para o fim-de-semana.
Enquanto Bé passeava no shopping, começou a pensar em tudo. A presença do novo trabalhador provocava-lhe algo estranho. Sentia um calor interno a apoderar-se ela, cada vez que estava em frente a ele. As mãos suavam e as palavras resistiam... às vezes não saíam mesmo. Algo de estranho se passava.
Bé via nele oque sempre procurou. No fundo, era o homem perfeito. Um trabalhador fora de série... Realizava qualquer tarefa com sucesso... e aquele corpo misturado com tanta simpatia...
"Que homem!" suspirou Bé.
Era altura de fazer compras, portanto deixou para lado as recordações que lhe possuiam o pensamento e, cheia de coragem, entrou na primeira loja q lhe agradou!

domingo, janeiro 07, 2007

Traição

Sentimento tão melancólico na sua grandiosidade que, devastadoramente me transcende o peito.
Palavras armaguradas que ficam por dizer na mágoa do sentimento.
Ontem estavas aí e dizias que ias ficar para sempre. Hoje ainda a aurora ganhava forças para bocejar e tu, já tão cruelmente me estavas a arrasar.
Da imensidade do mar, usaste o abismo para me derrubar. Humilhaste-me com palavras sujas, que gerias tão bem, enquanto me mimavas.
Esperaste pelo momento em que mais precisei de ti, para partires. (haverá retorno? o tempo vai passando...)
Comportamento tempestuoso esse... pisaste-me a mão quando a estendi para pedir ajuda.
Porque penso tanto em ti e naqueles momentos felizes? Não sei. Tenho tempo para descobrir!