domingo, dezembro 31, 2006

Mata-me de amor

Mata-me de amor!
Nada está definido quando o ser humano nasce. Nasce plano, como uma "tábua rasa" onde a vida se regista com um canivete bem afiado. Perante o nascimento de um novo ser, apenas sabemos que será amado/odiado e morrerá.
Afinal, nasce o ser humano para o amor e para um fim próximo?
Abri o jornal à sorte. "Crónicas de uma morte anunciada" era o título daquilo que seria uma história de amor.
História de amor...-pfff- nunca entendi como se aposta numa coisa quando somos conhecedores de que não será eterno. Pior,como pode alguém tornar público uma coisa tão pessoal.
Dei largas à imaginação e, por momentos, revi os nossos passeios no jardim, as idas à praia e as noites lá em casa!
Criei momentos novos. Não tão intensos como osoriginais. Mas sabia que não te amara.
Fui seduzida por momentos e palavras.
Continuei a ler.
Como a ingenuidade das pessoas lhes afecta o cérebro. Será que vale a pena o esforço por alquém que não fica para sempre ao nosso lado?
Se tivesse a certeza que ficavas...
Fazemos assim... ficas comigo enquanto fores feliz. Quando não me quiseres mais, mata-me. Mas mata-me de amor.
Morrerei feliz, no engano da felicidade!

sábado, dezembro 16, 2006

Parte III - a procura

Bé acordou. Tudo tinha passado de um sonho, para o qual não havia uma explicação dentro dela. Sentiu-se frustrada por ter encontrado no vento um certo reconforto. Ainda a pensar nisso, arranjou-se e saiu para o trabalho.
Ao sair da garagem, constatou que estava um dia de calor invulgar. Seria aquilo um sinal? Com esse pensamento no plano de fundo, saiu do carro. Não havia vento.
Bé sentiu-se ridícula por dar asas ao seu sonho e guiou até ao trabalho. Tinha um dia de muito trabalho pela frente: era necessário fazer entrevistas para aqueles que se candidatavam à sua empresa. Bé sentia-se "sem cabeça" para o fazer.
Entrevistou um por um. A manhã estava quase no fim e ainda ninguém lhe tinha agradado.
Estava quase a sair para ir almoçar quando lhe chegou "O candidato". Depois de uma breve entrevista, Bé sentiu que era aquilo que procurava. Achou que não perderia nada em convidá-lo para o almoço- seria uma forma de o conhecer melhor.
Em vez de ir à habitual tasca, optou pelo restaurante à beira-mar. Talvez fosse um pouco romântico demais, mas nada como o mar para transmitir a tranquilidade na sua plenitude.
O almoço decorria dentro do habitual. Ambos trocavam experiências, não forçando a intimidade. Começava a gerar-se uma certa intimidade.
"Era disto que eu precisava -pensava Bé- há tanto tempo que não falava de tanta cosia com alguém. E como ele me faz sentir bem.. Ia jurar que me ri. Não. Demasiado cedo".
Já da parte da tarde, de volta à empresa, Bé resolveu contratá-lo por um "tempo experimental". Nada melhor que o tempo para duas pessoas se conhecerem.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

parte II - o "muso" inspirador...

Os meterologistas anunciavam uma grande tempestade vinda de sul. O país estava em alerta vemelho. Inconformada,Bé saiu. Afinal, desde que ele a deixara, ela estava fechada em casa. Estava na altura de partir para outra e nada melhor do que levar com água da chuva na cara.Quando saiu de casa, Bé achou estranho. Estava um dia radiante. Muito calor, mas respirável. Após algumas analogias, Bé pode concluir que a tempestade de sul, era uma tempestade calorosa. Nao deixava, contudo, de se questionar sobre a estranheza dos factos. Quereria aquilo dizer alguma coisa?O sol aquecia-lhe o coração gelado. O calor daqueles momentos que ela recordara tinha acabado. As sombras do passado tornavam tudo escuro e frio. As trevas tinham-se apoderado de Bé, mas a calorosa tempestade de sul conseguiu que um raio de sol penetrasse na obscuridade. Por momentos, sentiu-se renascer. Tudo lhe brilhava. O mundo sorria.
O vento envolveu-a como se dum abraço se tratasse. Por momentos, Bé achou que era aquilo de que precisava. Uma brisa tocou-lhe nos lábios. Bé sentiu uma borboleta a bater-lhe dentro do estômago. Sentia-se aoanhada pela tempestade... desprevenida, desprotegida, surpresa.
O dia continuou e Bé não deixava de pensar no que lhe tinha acontecido. Achava estranho sentir-se bem apenas com o toque do vento. Sentia que tinha descoberto uma nova forma de prazer, completamente extravagante. Nessa noite dormiu sobre o assunto.
Quando os raios da manhã a despertaam, Bé arranjou-se e correr para a rua, com esperança de ser possuída pelo calor dos ventos do sul. Não teve sorte! Foi avassalada por uma tempestade de gelo, frio e chuva.
Bé sentiu os sonhos desmoronarem-se. Não percebia o que se passava com ela.
Quanto tempo teria de esperar até ser de novo tomada por aquela onda de euforia?
Bé sentia aquele vento muito personificado, embora não quisesse ceder...
Como poderia uma força da natureza abrir os caminhos para a felicidade de forma tão imperativa?

(continua)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

parte I - A fuga

O cerco apertava. Ela não conseguia fugir mais. Quanto mais corria, mais os fantasmas do passado a perseguiam. Ela parou. Afinal, porquê fugir dos desejos mais intrínsecos?
Ela sentou-se. Enquanto pensava, o baú das recordações ia-se arrumando. Já o dos desejos... esse transbordava! Era pequeno de mais para todos os desejos ardentes que a inflamavam. Bé teve medo. Sentia-se perdida; rodeada de horizontes aos quais não chegava.
Enquanto suspirava, Bé recordava todos os momentos vividos a dois. Cada suspiro a remetia para aquele que era o apogeu do prazer. Momentos que lhe enchiam a alma de alegria e tão saborosos de reviver. Como fora feliz naquele tempo...!, tomada no abraço apertado daquele que lhe sussurava "amo-te" ao ouvido.
Ainda mergulhada em recordações, Bé sentia o cheiro do cabelo dele, o sabor da sua pele, o toque da sua mão, o calor daqueles beijos que não tinham fim. Revivia o encontro daqueles dois corpos tão intensamente como se fosse agora.
Como ela gostava que tudo se repetisse..
Enquanto ponderava um reencontro, os fantasmas do passado aliaram-se ao mosntro do tempo que dizia "Não, Bé. É impossível um retomo".
"Não", pensava Bé. Era realmente aquilo que ela queria e não podia desistir. Porque ousava o tempo estragar aquela época em que ela tinha sido mais feliz?
Sentia-se como uma criança, a quem lhe roubam um saco de gomas. Quem era capaz de roubar a uma criança aquilo que momentos antes a tinha feito tão feliz?
Bé continuava a desejar aquela que tinha sido a melhor noite da sua vida... não estava disposta a dispensar o êxtase da paixão que outrora a invadira, contudo, não se sentia preparada para lutar pela sua vontade. Sentia-se consumida pelo medo que iria ter de enfrentar.
"Porque é que nem sempre é fácil sabermos aquilo que queremos e agir nesse sentido?" - gritava o coração da menina.
(será continuado)

segunda-feira, novembro 20, 2006

Quando o amor acontece...

O toque do despertador arrancou-me violentamente dos sonhos.
Minutos antes, era uma princesa que lutava por um amor impossível.
A vida era um tanto confusa. Tinha os lacaios prontos para me servirem a toda a hora, o que deixava o corpo morto, sem actividade.
A voz, essa calava-se na garganta envolvida nas lágrimas de ver um fim naquilo que nunca aconteceu. A tua vinda voltou a dar cor aos olhos que estavam cegos de paixão. Como que por magia, tocaste nos meus braços, que mexeram! Afinal não são só as fadas madrinhas capazes de fazer magia. Ao beijares o meu rosto, voltei a ver. Sorri! Aquele sorriso que estava escondido pelo nó que se instalou na garganta, fugiu. De repente, tudo voltou a fazer sentido. Vi árvores, o mar, o sol, as flores, pessoas, sangue a correr dentro de mim, conheci o chocolate, morangos, laranjas..
Provei o sabor dos teus lábios.
Quando vi a beleza de tudo o que me rodeava, quis levantar-me, mas as pernas não mexiam. Ainda não tinhas tocado. Quiseste dar-me mais esse prazer... quando me tocaste nas pernas, os músculos desentropeceram e eu andei.
Fugiste de mim. Corrias como um louco, mas a tua sombra ficava atrás, como que a chamar-me.
Segui-te! Quando paraste junto ao lago, verificaste que eram do mesmo azul das minhas lágrimas. Resolveste tocar também na água que se transformou num campo de flores.
Beijaste-me os lábios, caiu-me o vestido de princesa e fiquei com trapos sujos. Tornei-me numa camponesa. Foi aí que percebeste que o que te assustava era o poder. A minha simpicidade cativou-te. Apaixonaste-te!
Quando me contaste como me desejavas, o arco-iris apareceu, os pássaros voaram, o meu rosto iluminou-se e eu retibtuí!
Começou aí a nossa história de amor. A felicidade tornou-se constante. As horas ao teu lado eram autênticos segundos e os meses voavam como dias.
Entreguei-me. Não tinha mais como resistir à serenidade que me transmitias. Deixei de ser sedentária. Comecei a lutar por actividade, por ocupação ao mesmo tempo que procurava a alegria. Trouxeste-me a ocupação que eu procurava. Voltei a rir. Os meses passavam e cada vez me sentia melhor ao teu lado.
Chegou o dia que me anunciaste a partida. Chorei com toda a força que tinha.
Ao veres o meu desespero, prometeste que voltavas. Conformando-me com isso, fui-me despedirno dia em que foste embora.
O avião levantou voo e os meus braços voltaram a morrer. Tentei resisir. Corri dali para fora, enquanto lutava com as pernas que estavam a adormecer. Finalmente, tiveram mais força que eu. Ficaram inactivas.Voltei ao estado de boneca donde me tinhas tirado, com os vestidos de seda importada deslumbrantes, perdida na enormidade de um palácio. A vida simples que sempre desejei, tinha acabado!
As lágrimas voltaram a instalar-se na garganta. O coração deixou de ter um motivo para continuar a bater. No momento em que se desligava, uma aia leu a tua carta. Dizia que voltavas... A angústia de não poder reagir, apoderava-se de mim. Disseram-te que eu estava morta. Mesmo assim, disseste que voltavas para me ver uma última vez. Toda eu me enchi de alegreia, com vontade de viver.
O despertador tocou!!!!
Tinha sido um sonho, mas tu existias! Estavas no meu quotidiano, quando acordei, mas o amor, esse estava morto... ou nunca existiu?

domingo, novembro 05, 2006

Um mundo por descobrir


A vida compunha-se. 1º ano concluído com sucesso. Contracto de trabalho com o Club Med, que me proporcionou o melhor verão da minha vida, a possibilidade de conhecer pessoas fantásticas que me foram ensinando a evoluir profissionalmente e a crescer.
Claro que tudo tinha de ter um fim!
Em vez de prosseguir a tão desejada carreira, tive de voltar a casa. Há um curso para terminar e a vontade nao é nenhuma!
Antes de ter tempo de cair em depressão, ocupei-me. Nada melhor que o ginásio para descarregar o stress, para aliviar a cabeça e, no fundo, para trabalhar o corpo que estava a atingir patamares inesperados.
Agora, nesta terrinha, resta-me sonhar. Sonhar com o próximo verão, com o próximo Club Med. Sonhar com aquele jantar romântico que tanto idealizámos, perto da Torre Eiffel e uma noite acabada no Moulin Rouge, onde cheias de plumas, as bailarinas dançavam para nos "Féerie", que tu sabias ser especial para mim.
Sonhar com as mil e uma culturas espalhadas por este mundo e com os países que hei de conhecer.
Até que ponto é produtivo privarmo-nos do mundo para estarmos fechados a lutar por um canudo que nada nos garante?
Não quero viver fechada em 4 paredes.
Quero voltar à Índia e sentir a espiritualidade que paira no ar. Quero passear-me em Londres e ver como é fácil viver com as diferenças. Quero ir às compras nos Champs-Elysees, assistir a um espectáculo do Mouin Rouge na primeira fila. Quero ir a Nova York e passear nas ruas da baixa, ir ao Brasil no Carnaval, ou talvez a Veneza? Quero ir ao Senegal e perceber que sou útil lá. Quero ir às Mauícias perceber como o mar é maravilhoso..
Quero dar a volta ao Mundo e perceber que não se trata só de um sonho!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Utopia?

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."

(Eduardo Galeano - autor chileno)

Até que ponto podemos falar de utopia? Será que existe?

Thomas More começou por defender utopia como um mundo perfeito: sem interesses individuais, que alcansasse as necessidades colectivas, que abolice a propriedade privada (elemento de perdição do Homem).

Utopia é entendida como perfeição, um mundo idealizado longe de crises, de desvaneios e de formas de fuga ao real. O importante é o equilíbrio.

Até que ponto se vê isso na nossa sociedade? A luta constante pelas comunicações, que supostamente trariam um mundo ideal, mais relaxado e de fácil acesso a tudo, tem vindo a registar-se com vários pontos negativos. Se por um lado, há cada vez mais fácil acesso à informação e o trabalho do homem está simplificado, por outro lado, as relações pessoais estao a falecer. Cada vez menos as pessoas se encontram, cada vez menos há necessidade de ver alguém fisicamente. Basta um "click" e temos alguém do outro lado do mundo cara-a-cara connosco. E os sentimentos? Será que sentimos na mesma? Será que vivemos com a mesma intensidade? Até que ponto nos podemos apaixonar por alguém com quem não temos contacto físico? Até que ponto sera beneficiente trocar o som das palavras de alguém(e a expressão corporal com que as diz) por um monitor? Será saudável as orelhas serem substituidas por um ecranzinho ou um par de colunas? E as mãos? Deixou de ser importante sentir as mãos daquelas pessoas que gostamos? Será que um simples teclado consegue substituir o apogeu de calor transmitido por um miminho? Será que vermos uma pessoa em tempo real em frente a um monitor é suficiente para saber o que lhe vai na alma?

Afinal... o utópico mundo das telecomunicações não é completamente cor-de-rosa.

E a igualdade de tratamento, de bens, a procura de realizar bens comuns será uma boa opção? Quer dizer.. há aqueles que trabalham, lutam, estudam para conseguir algo, para serem alguém. Há aqueles que vivem "à sombra" de quem trabalha e se esforça por algo... que justiça há na igualdade de tratos?

Será utopia a obsessão pelo corpo? Ou apenas em doença?

Afinal, o que é a utopia e quão longe está de nós?

domingo, setembro 17, 2006

Après le Club Med...


Depois de 10 anos a sonhar com uma carreira de G.O, surgiu a minha primeira oportunidade.
Era dia 3 de Julho. Às 22h (hora portuguesa), entrei em El Puerto de Santa Maria. Tinha de me apresentar no Club Med no dia seguinte, acabando por passar a noite num hotel próximo.
Na manhã seguinte dirigi-me ao Club Med. Apresentei-me na recepção e deram-me a chave do quarto. Qual o meu espanto quando ao abrir a porta, vi um quarto de 3 camas, duas das quais estavam ocupadas! Pensei que era engano, mas era normal! E ainda bem... :)
Posto isto, foi altura de me despedir do meu tio, que se disponibilizou a acompanhar-me a Espanha.
Seguidamente, fui procurar a responsável do Mini Club, a Lilou, uma pessoa encantadora; fez questão de me conhecer um bocadinho, de me por à vontade e de me dar tempo e me instalar, e ia-me apresentando os meus colegas. Depois, foi altura de ir ao "bureau", o escritório, tratar dos meus documentos. Aí, mandaram-me abrir uma conta em Espanha, ir à policia, ao registo civil.. enfim, algo complicado para quem nunca tratou de documentos, não falava espanhol e não conhecia a região. A assistente da responsável ofereceu-se para me ajudar. Na manhã seguinte, fomos as duas tratar disso.
Três dias depois de chegar, foi o meu 1º dia de trabalho. Entrei numa sala onde não conhecia ninguém, tinha cerca de 25 miúdos pela frente e 3 colegas que desconhecia de todo: a Sara, a Gwen e a Maria João. As três disponibilizaram-se logo de início para me ajudar, e explicar algumas coisas que eu devia saber.
Ao mesmo tempo, ia conhecendo os outros G.O's, acabando por descobrir alguns bem simpáticos e dispostos a ajudar-me e acolher-me.
No 5º dia de Club Med, tive a primeira confusão com um G.O, que armado em engraçado se veio meter comigo, provocando uma noite de muitas lágrimas (no fim da saison era dos meus melhores amigos). Isto porque ao fim de uma semana longe de todos, a falar um idioma que não é o nosso, longe de toda a gente que gostamos e sem conhecer ninguém, torna tudo mais complicado. Tornamo-nos muito mais frágeis, qualquer coisa toma dimensões imensas, e o facto de não dormirmos muito, não ajuda nada.
Duas semanas e alguns desmaios depois, estavam a ser os melhores dias da minha vida. Já conhecia praticamente toda a gente, já tinha adoptado um "papá" que me apoiava em todos os momentos, e claro, tinha as meninas portuguesas sempre disponíveis para me darem força, coragem, conselhos e ajudar. A elas, muito obrigada. Fizeram-me crescer e ter precepção de um novo mundo.
Entretanto chegou o Brian, novo G.O Fitness, com o qual me dei extremamente bem desde início, e ao qual um "obrigadíssima" é muito pouco. Às vezes a brincar, às vezes a sério, ele estava sempre disponível para mim, para me ouvir, para falarmos, para brincarmos. Ao longo do tempo fomos construindo uma amizade muito especial, até ao momento que o venerava e ele nos deixou para ir a Paris. Nesse momento o céu caiu-me em cima. Aquele que era o meu "melhor amigo" ali, ia deixar-me. Voltei a sentir-me sozinha, o que não durou muito tempo, porque tinha toda a gente do meu lado a dar-me força! Tive 3 semanas a tentar esquecer o Brian, a dar-me muito bem com toda a gente, até q num sábado me disseram "o brian volta na 2ª". Não cabia em mim de felicidade. As horas pareciam dias a passar.
Chegou segunda-feira. O brian voltou. Vi-o pela primeira vez no bar, com o Richard e o Boubou. Não cabia em mim de contente. Saltei-lhe para o colo, enchi-o de beijos... O pedacinho que faltava de mim, estava preenchido. Por outro lado, estava triste. A Laure e o Ponga tinham ido embora, e para sempre. Foi uma confusão de emoções... E eu sabia que uma semana depois me vinha embora. Então, a última semana foi para aproveitar ao máximo com o Brian e a Elodie, e passámos momentos óptimos.
Os dois meses de trabalho estavam a chegar ao fim, e eu cheia de vontade de continuar. Mas não dava. A faculdade chamava-me e o dever fala mais alto. Fui fazer a minha avaliação. Que surpresa... a minha chefe adorou-me. Senti-me contente como nunca. Na verdade, era a realização de um sonho que dura há 10 anos. No fim, recebi um convite para continuar, no inverno e um para o verão.
Agora que cheguei, tudo parece um sonho. Aquelas pessoas que conheci lá.. dá-me a sensação que conheci desde sempre. No fundo.. viviamos todos juntos, comiamos todos juntos, trabalhávamos todos juntos e depois das longas horas de trabalho, ainda tinhamos tempo para estarmos reunidos.
Restam as lembranças... que são muitas e daquelas que deixam o coração apertadinho.
Tatuados no coração, ficam alguns nomes, que vale a pena referir. À Sara, Carolina, Maria João, Rita, Elodie, Laure, Gwen, Caro, Lilou, Tere, Adeline, Maya, Kalou, Johan, Richard, Brian, Fred, Greg, Thomas, Pepe, Corentin, Julian, Romain, Liliana, Matt, Alain e Boubou, um muito obrigada por tudo.
E como disse o Alain, penso que a menina que entrou, se tornou numa senhora.
Agora, é esperar para ver.
Puerto Maria 06 --->Dream Team!!
Happy Club Med to you ;)

terça-feira, junho 27, 2006

Concluído com sucesso

Depois de 13 anos a ser perseguida pela árdua disciplina "História", finalmente me vi livre dela eternamente.
Com um bocadinho de concentração, consegui a árdua tarefa de 13 valores em 15! =)
Acabaram os encontros marcados com Salazar, que acabavam sempre numa grande confusão, as noites com o Marquês de Pombal também ficam por aqui, assim como as viagens à pré-história. Acabaram também as discussões entre miguelistas e absolutistas.. ah, e também não volto a Paris, ao Absolutismo, nem trago as ideias iluminadas para Portugal!
Acabou de vez!
Au revoir, história =)
Venham mais resultados destes... e por falar em coisas boas.. é já a 2ª que vou para Espanha.

terça-feira, junho 13, 2006

Verão de sonho


Tudo parecia voltar a cair na monotonia, os exames a aproximarem-se e o stress a aumentar. Os trabalhos infindáveis, os dias terríveis de aulas com um calor tórrido que chamava pela praia, vontade de fazer mil e uma coisas e o tempo sem esticar. As montras já cheias de cor e a nossa vida cinzenta, o cheirinho a verão a pairar no ar, a vontade de viajar daqui para fora a instala-se, o que levava a raiva a aumentar.
De repente, apercebi-me que as coisas podiam mudar. O Club Med telefonou-me para eu ficar o verão enquanto G.O. e, como é óbvio ficarei.
Dia 3 de Julho deixo o Porto e vou para Puerto de Santa Maria. Voltarei em Setembro e cheia de saudades de quem cá deixo.
Antes disso, vêm os exames e espero que corram muito bem :)
Para todos, boa sorte!
Happy Club Med to you =))

terça-feira, junho 06, 2006

"Vai quem já nada teme"



Tudo começou naquele atribulado S.João, em que me deixaste ir "sozinha na noite", sem rumo, até ao Maui. Depois de muito tempo sem te ver e sem saber nada de ti, "uma luz no escuro" acendeu-se e só te iluminou a ti, acabando por "ofuscar os demais".
Adoro tar contigo, adoro as conversas que temos(mesmo aquelas pouco produtivas), ouvir-te falar francês então... =) Tudo ao teu lado é tão perfeito!
Tens sempre os braços abertos prontos para me receber, uma palavra sempre pronta nos momentos mais nervosos, mais tristes, mais alegres, uma opinião que não escondes de ninguém, um sentido de humor muito peculiar, um sorriso sempre estampado no rosto.
Gosto da tua amizade e lealdade (quando não vais à praia), adoro a paciência que tens para mim, a forma simples como me fazes rir.
Nunca me vou esquecer de ti, nem dos momentos ao teu lado. És o meu anjo da guarda, e tu sabes porquê!
Adoro tudo em ti, Gui. És bom de mais para ser verdade :)
Segue um rumo... Tens o leme na mão e tudo para ser feliz.
Adoro-te mesmo! De paixão, Gui!
Vou estar aqui, sempre prontinha para te ver brilhar e poder gritar:
"Vai o Gui do leme".

quinta-feira, maio 18, 2006

QUEIMA!!!

Depois de um ano muuuito sofrido, chegou a merecida queima das fitas.
A vida de caloiro acabou. Pela primeira vez deixamos de ser os "bichos" que nao se podem dirigir a doutores.
Agora temos um traje para honrar.. dissemos um olazinho ao presidente da camara e lá passámos a tão desejada tribuna.
Primeiro a serenata, onde de negro, recebemos as bençãos dos padrinhos e da MADRINHA DE TODOS NÓS. O belo do cortejo, que encerro a vida de caloiro e aquelas noites e concertos inesquecíveis.
A melhor queima, os melhores amigos, as melhores noites, melhor shot (ZOIDES) e as verdadeiras fardas... tudo isto será recordado.
Venham os exames.. que para o ano a queima espera-nos de novo.
Queima das fitas 2006 será recordada para sempre

quarta-feira, abril 12, 2006

Como usar a minha mala Dior?

Quando tudo corria bem e a vida voltou a encaminhar-se, algo estava prestes a acontecer. Depois de ter decidido fazer exercicio para ficar em forma, arranjar um espacinho mensal para as amigas mais velhas e por isso melhores, a minha mae resolveu presentear a nossa casa com um novo ser. E assim, chegou a Pinky. Uma cadelinha amorosa, minuscula com apenas dois mesinhos. A Pinky veio preencher o silencio e o vazio da casa, passando a ocupar a nossa vida. Ja' ninguem se sente capaz de sair de manha sem lhe dizer um "ate' logo"! A cadelinha encheu de tal forma a nossa vida de alegria, que corremos para casa para ela nao estar muito tempo sozinha, ou ainda, a primeira coisa que fazemos quando chegamos a casa passa por atirar os sacos e mochilas para o chao, para a podermos abracar. Brincamos com ela.. corremos.. recebemos as lambidelas quando esta contente, as mordidelas quando quer brincar... Entrou um novo membro para a familia, tao acarinhado como qualquer outro ser.
Despois destes momentos com a Pinky, chegou a viagem para a India.
Eram 4h da madrugada quando o despertador tocou. a Pinky dormia entre a minha almofada e o meu ombro e com o estrndoso barulho intermitente, acordou aborrecida e veio morder-me. Era hora de acordar e nos mal dormimos porque passamos a noite a brincar. O aviao esperava-me, como tal, nao me restou muito mais escolha do que po-la a dormir com o Bej e vestir-me rapidamente. Sai de casa com as lagrimas nos olhos por a deixar sozinha. Todo o caminho ate ao aeroporto foi a falar da pequena. deixamo-la sozinha com o "pai", que ficava a trabalhar enquanto ela nos destruia a casa.
Tentando abstrair os momentos com a Pinky.. resolvi que o melhor seria fechar os olhos e acordar em Deli. Assim, a viagem seria curta e a tristeza nao se apoderava de mim.
A chegada a Deli foi um choque. Eram 2:30 da madrugada, hora local e a temperatura rondava os 38 graus. Saindo do aeroporto comecou a verdadeira aventura. Era altura de apanhar um taxi ate ao aeroporto onde se faziam os voos internos. Os taxis era algo nunca antes visto. Desde os tuc-tuc (triciclos motorizados, completamente enfeitados por luzes de neon, autocolantes ridiculos, pom-pons.. tudo o que se possa imaginar) aos "normais" carros, tambem todos eles enfeitados como se fossem arvores de natal. A viagem, apesar de curta, foi a mais longa de sempre. O transito na rua, transformava a cidade numa enorme confusao. Os carros circulavam em todos os sentidos, na mesma faixa de rodagem, era possivel ver-se carros, prestes a chocar de frente, o que e' considerado absolutamente normal. Alem da confusao que ha' apenas com carros, ha' que salientar que na via tamber circulavam peoes, animais (vacas, cabras, galinhas, caes e porcos), motas, bicicletas, camioes, motorizadas.. cada um seguindo o seu sentido. A buzina e' o elo mais forte. Da janela viam-se casas velhas, estradas de terra-batida, predios em construcao a cair, etc.
O aeroporto que fazia os voos internos e' recente, portanto novo. Ou deveria ser. Os ratos corriam no chao, os estofos dos bancos estavam rasgados.. o meu pesadelo estava a comecar. Deixei a Pinky em casa sozinha para chegar ao inferno.
Na nova cidade, o panorama era o mesmo. Se nao fosse o Hotel (DE LUXO), nao sei o que seria de mim. Passei os primeiros dias sem sair do hotel, com medo da selva, ate que chegou o dia de apanhar um novo aviao para uma nova cidade. Esta sim, tinha bom aspecto. Contudo, o lixo, a sujidade e o po', continuavam presentes. Chegamos no dia de uma tempestade de areia. Tudo a' nossa volta era areia, contudo, a cidadezinha bastante mais simpatica e organizada, convidava-nos a ficar. Aqui tudo era limpo, tudo era muito mais simpatico e os dias foram passando mais depressa. Mas neste antro de po' e bichos.. nesta cidade do terceiro mundo eu pergunto.. Como usar a minha mala Dior?

quinta-feira, março 09, 2006

Dia da Mulher - 8 de Março


Tudo começou quando, em 1857, as operárias de uma fábrica de Nova Iorque fizeram greve com vista a reivindicar a redução do tão pesado horário de 16 horas diárias. Não lutando por nada mais que os seus direitos, foram fechadas na fábrica à qual lhe foi posto fogo, alegando tratar-se de um incêndio. Em 1910, ficou definido numa conferência internacional de mulheres, que, com vista a homenagear o trágico acontecimento de 1857, 8 de Maio seria o Dia Internacional da Mulher.
Desde então, a emancipação da mulher tem ganho força, espalhando-se pelo mundo fora. A emancipação da mulher tem como rosto a flapper americana, que se opõe aos paradigmas dominantes na sociedade. Se até então a mulher tinha o acesso à vida profissional bastante condicionado, nos "loucos anos 20" começou a opor-se a tal, lutando pelos seus direitos. A mulher reivindicou a igualdade de sexos, o direito a exercer o sufrágio, a participar na vida social e política e a abolir as diferenças de sexos dentro do emprego e mesmo na família. Libertam-se de preconceitos, e passam a aparecer em festas e clubes nocturnos sem uma companhia masculina, viajam sozinhas, praticam desporto, têm uma nova preocupação com a moda: adoptam a saia travada até ao joelho, substituem o espartilho pelo soutien, passam a usar o cabelo à garçonne. A mulher emancipada fuma e bebe em locais públicos, o que provoca e choca a sociedade. Na estrutura familiar, o poder deixa de estar centrado no homem, a mulher entra no mercado de trabalho, e como consequencia, o nº de casamentos diminui e este é um acontecimento cada vez mais tardio, contudo o número de casamentos por amor aumenta significativamente.
A celebração desta data, tem como vista salientar o papel e a dignidade da mulher na sociedade e contestar e rever os preconceitos e limitações que lhe está associado. Vem mostrar a força e coragem do sexo feminino ao longo dos anos.
É necessário ter em conta, que há países onde as mulheres não são vistas como pessoas. São escravas da casa, dos filhos e dos maridos, maltratadas e sem direito a uma vida própria. Será isto uma mulher do século decorrente? Onde está o direito à educação, ao trabalho, à igualdade? Onde está a segurança e protecção destas mulheres? Quem sabe quando essa trágica forma de viver termina e passam a viver dentro dos padrões do nosso século? Como é afinal a mulher de 2006: uma mulher árabe que vive para o trabalho doméstico ou uma mulher europeia, que é casada, tem filhos, trabalha e sai para ir às compras e se encontrar com o grupo de amigos..?
A todas as mulheres, continuemos a lutar pelos nossos direitos como tem sido feito ao longo da História. Lutemos pela igualdade de sexos, que séculos depois desta luta ter começado, ainda não foi atingida.
Uma vez que o futuro da humanidade passa também pelas nossas mãos (mulheres), façamo-lo com algum objectivo!
Um bom dia para TODAS as mulheres!!!

domingo, março 05, 2006

Desafio!

A guida desafiou.. portanto, cá vai!

"Respondendo ao desafio lançado pela Maria (http://www.mariasimplesmente.blogspot.com/) ..."

4 empregos que já tive:
-camionista
-ajudante de construçao civil
-cliente
-esbanjadora da fortuna alheia (mummy, pappy, vovós...)

4 filmes que posso ver vezes sem conta
-Encantador de cavalos
-Ao ritmo do hip hop
-A guida e o Zorba
-Joana Dumas e a tripulação do Titanic

4 sítios onde vivi:
-Espinho
-Senegal
-Pueeerto
-O meu mundinho

4 séries televisivas que não perco:
-Sexo e a Cidade
-Dr. House
-Perdidos
-Lillo e Stitch

4 sítios onde estive:
-DAKAR; DAKAR; DAKAR; DAKAR; DAKAR
-Itaparica - Brasil
-Djerba - Tunísia
-Londres - Inglaterra (era dificil)

4 dos meus pratos favoritos:
-Lasanha
-Rodízio
-Francesinhas
-Caril de frango

4 sítios onde gostava de estar agora:
-Bora-bora
-no céu com o Ché Guevara
-Dakar
-mundo da fantasia!

4 websites que visito (quase) diáriamente:
- www.hi5.com
-www.esepf.pt
-www.bolhinhasdemagia.blogspot.com
-www.google.com (a fac precisa disto)

4 bloggers que desafio a fazer este inquérito:
-hernanituh.blogspot.com
-www.fotolog.com/toloes
-http://www.fotolog.com/sandra_andrade
-http://adoro-me.blogspot.com/

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Racismo



Para todos aqueles que são racistas.. algo que vos faça pensar:
“Amigo branco, algumas coisas deves saber:
Quando nasço, sou preto
Quando vou à escola, sou preto
Quando apanho sol, sou preto
Quando tenho frio, sou preto
Quando tenho medo, sou preto
Quando estou doente, sou preto
Quando morro, sou preto.

E tu, amigo branco?
Quando nasces, és cor-de-rosa
Quando vais à escola, és branco
Quando apanhas sol, ficas vermelho
Quando tens frio, ficas azul
Quando tens medo, ficas pálido
Quando estás doente, ficas amarelo
E quando morres, és cinzento
E és tu que me chamas pessoa de cor?"
(autor desconhecido)

domingo, fevereiro 12, 2006

Hasta siempre, Comandante!


Hasta siempre...
Aprendimos a quererte
desde la histórica altura
donde el sol de tu bravura
le puso un cerco a la muerte.

Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Tu mano gloriosa y fuerte
sobre la historia dispara
cuando todo Santa Clara
se despierta para verte.

Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Vienes quemando la brisa
con soles de primavera
para plantar la bandera
con la luz de tu sonrisa.

Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Tu amor revolucionario
te conduce a nueva empresa
donde esperan la firmeza
de tu brazo libertario.

Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Seguiremos adelante
como junto a ti seguimos
y con Cuba te decimos:
HASTA SIEMPRE COMANDANTE.

Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Exames

Pois é... Eles chegaram e ao que parece estão para ficar.Voltamos às dores de cabeça, noites sem dormir, vómitos, falta de apetite.. e tudo isto por causa desses malditos bocados de papel.
O primeiro já passou.. não foi mal de todo. Mas o segundo... bem, só quero mesmo passar, nem que seja com 9.5, O que menos quero é deixar uma disciplina tão.. estúpida para trás. Agora vieram para ficar e com isso acabaramas saídas à noite, o tempo para os amigos. E mais uma vez, o corpo é que paga este descuido e teimosia. Aproveitar a borga e deixar as coisas sérias de lado não foi de todo a melhor opção. Agora é so gerir isto e seguir em frente. Os piores ainda estão para vir.
Aldara... tenha eu a nota que tiver.. obrigada! Se não fosses tu só preenchia o cabeçalho.
E a todos vocês... Boa sorte. Em Fevereiro regressamos oficialmente à má vida!