quarta-feira, dezembro 02, 2009

Da minha janela vejo...

Da minha janela vejo o mar. E vejo o rio. Vejo exactamente onde mar e rio se fundem num só leito. Onde as águas apressadas do rio penetram nas águas salgadas do mar.
Salgadas pelas lágrimas das pessoas, para quem o mar serve de refúgio. Para aquelas que têm no mar um confidente.
Da minha janela vejo as casinhas dos pescadores. De noite, iluminadas, parecem as aldeias de Natal com que sonhamos na infância.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Chantal Jones

Sem palavras!


quinta-feira, outubro 22, 2009

Já cheira a Inverno

Os dias arrefeceram de repente e a chuva chegou!
Depois de me ter sido anunciado o destino para a saison de Inverno, foi altura de ir comprar roupas preparadas para o frio.
As lojas estão cobertas de lãs quentinhas, sejam vestidos, camisolas, gorros ou cachecois.
O problema foi escolher.
Agora só apetece que cheguem aqueles dias muito gelados, para poder usar a roupa toda nova.
Afinal, o Inverno também tem o seu encanto.
è tão bom usar camisolas super grossas e tirar as botas do armário!

segunda-feira, outubro 19, 2009

O sonho ganha asas

Chegada de Smir, enviei uma mensagem às recrutadoras do Club Med a informar da minha disponibilidade. Digamos que não foi nada fácil: os e-mails eram devolvidos, as chamadas iam directas para a caixa postal e o stress aumentava.
Ao fim de umas semanas recebi um e-mail a dizer que não havia muitas vagas, se houvesse seria no Mini Club, mas assim que soubessem alguma coisa me diziam.
Como nunca mais tive notícias, comecei a perder a esperança.
Hoje fui à baixa com a minha mãe. E, enquanto via em várias montras "precisa-se empregada", cometei que tinha pena de não ser chamada, porque gostava mesmo de continuar a minha vida de G.O.
Quando fomos almoçar, o telefone tocou. Era a minha recrutadora a dar-me um village. Parto dia 8 de Dezembro para Peisey-Vallandry onde ficarei até ao fim de Abril!
O sonho vai começando a ganhar asas...


Outono

As folhas caem. Atiram-se as árvores abaixo. Voam até à praia, onde se divertem a rolar na areia.
O vento sopra. A temperatura desce. A noite chega mais cedo. A manhã começa mais tarde. Os dias encurtam. Os casacos começam a sair do armário. A chuva não tarda. A roupa "alonga-se". As cores escurecem.
O Outono está a chegar, sem pressa!

terça-feira, setembro 22, 2009

Smir 09

Ainda o estágio não tinha terminado, já a mala estava pronta para Smir.
Cheguei ao village 2 dias antes da abertura. Que confusão!!! Como é que em 2 dias tudo estará em ordem para a abertura?
Claro está que só foi possível graças a um trabalho incessante, dia e noite!
Cheguei ao village, o taxi tinha acabado de parar e um senhor veio ao meu encontro: "és a Joana? Estamos à tua espera desde manhã!". Achei muito simpático, sorri, disse-lhe que estava estourada da viagem. Ele esqueceu-se de referir que era o chefe de village. Acompanhou-me à boutique. Quando lá cheguei, encontrei a Meryam, uma velha amiga do Bej. Fiquei super feliz, achando que ela era a minha chefe. Mas, finalmente, ela só estava ali para nos ajudar porque devia estar tudo pronto no dia da abertura.
Estava estourada. Tinha feito directa e no dia anterior tinha acordado as 7h. Mas resolvi ajudar. A minha colega era um amor e a minha chefe era um misto de simpatia e frieza.
Saímos de lá para a habitual reunião de início de saison sobre drogas, sexo, DST e alcool. Quando cheguei ao recinto da reunião vi o Moustick e o Alpha. Há séculos que os conheço. É sempre com prazer que se encontram caras conhecidas no Club Med.
Os primeiros dias foram de muito trabalho e confusão. Estávamos a ter formação a nível da boutique ao mesmo tempo que íamos lidando com os clientes.
Fora do horário de trabalho, começavam as relações inter-pessoais. Amigos, colegas, companheiros... Fase de descoberta.
Fiz uma má escolha, vivi horrores, mas rapidamente tudo foi resolvido e tive as compensações de tudo.
Conheci pessoas geniais, envovi-me com pessoas geniais, adorei o trabalho e a experiência.
Agora estou finalmente de férias, aguardando a saison de Inverno e morrendo de saudades de algumas pessoas!
Othy, Ayoub, Ananas, vous me manquez. Je vous adore!
Estou ansioooooosa pela nova saison!

domingo, junho 07, 2009

Divagação

Ontem apanhei o comboio de regresso a casa. Vi como é agitado o dia-a-dia nas estações ferroviárias. Pessoas a correr, contra o sentido daquelas que caminham calmamente, pessoas a entrar, a sair, a subir, a descer... Uma azáfama.
Como a viagem ia ser longa, liguei o iPod e perdi-me nos meus pensamentos.
Desejei estar a ir ao teu encontro. Desejei ter-te à minha espera de braços abertos na estação. Lembrei-me das nossas conversas, no Alentejo, enquanto me explicavas o que era o sobreiro e como tiravam a cortiça para a levares. Lembrei-me de quando íamos à praia e me mergulhavas no mar enquanto eu esperneava e chorava, tomada pelo medo e pelo frio. Lembrei-me dos jantares no Varina, dos jantares no Cabana e das tardes na piscina do Hotel. Lembrei-me da primeira vez que fomos ao Salvatore e disseste que nos ias levar a um restaurante onde nos ias ensinar a cozinhar. Vi a tua casa antiga. Lembrei-me de quando me ias adormecer e contavas as aventuras na "Quinta da vovó do papá". Lembrei-me dos gelados no Esquimó e dos jantares na vovó. Lembrei-me da tua voz, do teu cheiro, do teu abraço.
Caiu-me uma lágrima de saudade.
Porque estamos tão perto e tão longe ao mesmo tempo?
Porque me fazes tanta falta e tornas os momentos em que estás ausente tão difíceis?
Tenho saudades tuas!
Acho que continuo a acreditar que um dia vamos aproveitar todo o tempo perdido. Mas nesse dia já não vou ser pequenina e já nada vai voltar a ser como era.
Nesse dia já não sou só eu, mas também serei eu.
E agora sinto-me como uma estação de comboios super agitada.
Vamos voltar ao "era uma vez..." e acabar no "felizes para sempre"!

segunda-feira, maio 18, 2009

Sonho de uma vida

sonho
s. m.
1. Conjunto de ideias e de imagens que se apresentam ao espírito durante o sono.
2. Fig. Utopia; imaginação sem fundamento; fantasia; devaneio; ilusão; felicidade; que dura pouco; esperanças vãs; ideias quiméricas.

sonhar
v. intr.
1. Ter um sonho ou sonhos.
2. Fantasiar; devanear.
3. Ter ideia fixa.
4. Cuidar em.
5. Pensar com insistência em.

Há 11 anos, de férias no Club Med de Smir disse à minha mãe "quando for grande quero ser G.O". Na altura não passava de uma fantasia... algo sem fundamento.
A minha mãe riu-se e disse "quando fizeres 18 anos, podes ser. Agora és muito pequenina".
Os anos passavam, tal como as férias no Club Med, em diferentes villages.
No verão dos meus 17 anos, estive 3 semanas seguidas no Club Med de Djerba Meridiana, na Tunísia. Detestei o momento do regresso. Chorei como uma criança a quem lhe é retirado um doce que ela tinha nas mãos.
Entrei na faculdade, cheia de recordações dessas férias, sonhando cada vez com mais força ser G.O.
Finalmente, chegou o meu 18º aniversário. Na semana anterior, andei a recolher diplomas e a construir o meu Curriculum Vitae para enviar para o Club Med. Nessa manhã, já com tudo pronto, enviei o CV para lá.
Como a esperança era remota, continuei a desejar que aquilo acontecesse, embora entristecida, porque seria "agora ou nunca".
Poucos meses depois, sempre que estava nas aulas, recebia chamadas de um número estranho com frequência.
Um dia, pedi para sair, para atender o telefone. Era o Club Med a chamar-me para a saison de verão em Puerto Maria. Nem me queria acreditar. Disse de imediato que sim.
Depois, chegou a altura de voltar para as aulas. Não queria nada, mas tinha de ser.
A partir daí acontecia sempre o mesmo. O Club Med chamava-me e ou não podia ir porque tinha aulas, ou podia, mas por pouco tempo.
Então comecei a sonhar pelo dia em que acabasse o curso chegasse, para poder ir sem data de regresso.
Esse dia chegou.
Já tenho o bilhete de avião em minha posse.
Dia 18 de Junho, às 7h da manhã, apanharei o avião para Tânger.
Daqui a exactamente um mês, tenho a "liberdade" de ir e de não voltar para as aulas.
Curiosamente, acontecerá tudo, onde começou. No Club Med de Smir, onde, há 11 anos desejei ser G.O!
Happy Club Med to you!

quarta-feira, abril 08, 2009

Back from Magalluf 2009



Após muita conversa sobre viagem de finalistas, a esperança de ir desvanecia-se. Até que um dia, em conversa, surgiu uma proposta irrecusável para Palma de Mallorca e, desde logo, começou a contagem decrescente.


Começámos por vender bolinhos na faculdade para arrecadar algum dinheiro, rifas, etc.


No dia 31, chegou o dia da viagem. Começou mal. Estavamos em risco de não embarcar porque não constávamos na lista de passageiros, mas logo se resolveu.


Chegadas a Palma, deparámo-nos com o mau tempo, o que começou por ser frustante. No nosso grupo, estava um grupo de miúdos do secundário muito simáticos, com quem começámos logo a falar.

No 1º dia visitámos umas grutas. Nada de especial. Apercebemo-nos que não valia a pena perder tempo em excursões pré-fabricadas e, rendemo-nos ao espírito de viagem de finalistas. Noitadas, copos e fiesta.

Foi a melhor semana da minha vida.


Muitos copos, praia (quando deu para fazer), noites de meninas, sex on the beach, pequenos almoços de pijama, noitadas c os ingleses, confusão nos corredores, borracheiras, bailarico, os ingleses que animavam aquilo diariamente.
Enfim... uma conjuntura de coisas que agora não fazem sentido, mas na altura tornaram a semana perfeita!
Estou com saudades de Mallorca e da loucura que foi o Honolulu. Tudo isto graças às pessoas que tornaram a semana fabulosa!

quarta-feira, março 25, 2009

Magia da Primavera

O frio está instalado. As árvores queimadas pela neve e geadas. Os canteiros despidos. As roupas pesadas. Os casacos demasiado quentes. As cores escuras e apagadas. As paisagens tristes. As pessoas recolhem-se por causa do frio. Refugiam-se da chuva. A chuva cai incessante. O vento sopra gelado. O mundo perde as cores. Os aquecedores acendem-se. As lareiras acendem-se. A lenha queima. As janelas fecham-se. Os guarda-chuvas impõe-se. A gripe bate à porta. Os cobertores na cama são imprescindíveis. O semblante das pessoas entristece.
É o Inverno.
De repente, chega a Primavera, como se fosse uma fada madrinha. Com a sua varinha mágica, toca em tudo aquilo que quer transformar. É a magia da Primavera.
O calor chega. As árvores florescem. Os canteiros enchem-se de flores. AS árvores de frutos. As roupas são mais leves. Mais curtas. As cores ganham vida. Claras. Cheiras de harmonia. As paisagens embelezam-se. As pessoas saem à rua. Começam as caminhadas à beira mar. A chuva desaparece. Uma brisa quente sopra. Os aquecedores apagam-se. As lareiras tapam-se. As janelas abrem-se. As pessoas sorriem. Tudo ganha cor, alegria e harmonia.
A magia da Primavera traz um novo ânimo às pessoas. É a felicidade a chegar!

sábado, março 07, 2009

Do contra

Como seria o mundo...
se a chuva bronzeasse?
se os livros começassem pelo fim?
se os peixes nadassem no jardim?
se o sol fosse gelado?
se o dia começasse pela noite?
se nascessemos velhos e morressemos no orgasmo?

Como seria o mundo ao contrário?

sábado, fevereiro 14, 2009

Amor descartável?


Na era das preocupações ambientais, surgem os mais diversos artefactos descartáveis, o que contribui enormemente para a redução de trabalho.
É preferível deitar fora uma fralda, quando mudamos um bebé, do que ter de a lavar. Assim como acaba por ser compensatório, numa festa de aniversário, deitar fora 50 copos, mais uns tantos pratos, do que ter de lavar tudo à mão.
Digamos que o factor "descartável", vem ajudar as pessoas, reduzindo uma série de trabalhos.
Mas será que a mesma sociedade se vira para o amor descartável?
Nesta época de S. Valentim, as montras das lojas são invadidas por corações: em balões, em cartolina, papel, cartões, nos mais diversos tipos de comida, etc. Um apelo ao consumismo, que reduz a preocupação com a crise financeira. Vai um pouco de encontro a uma notícia que ontem ouvi no telejornal: Sexo faz esquecer crise!
As pessoas distraem-se a comprar alguma coisa para a sua cara metade. Coisas essas, que por vezes, por excesso de coraçõezinhos e afins, se tornam impossíveis de voltar a utilizar. Mas o importante é vender e, para isso, não se olha a meios.
Mas outra questão que me faz pensar é porque se festeja o dia dos namorados e não os amigos, se são os amigos que estão sempre presentes e os namorados vão e vêm e vão e vêm e vão..? Também há aqueles "amigos" que vão com os namorados...
Mas até que ponto faz sentido festejar um dia como este, quando o "foram felizes para sempre" deixa de estar presente no dia-a-dia?
As pessoas gostam, querem, desejam... fazem tudo (ou quase tudo) por alguém, até que passa o encantamento, passa a magia e aquele que até então nos enchia a alma, deixa agora de o fazer. Sai da nossa vida, dando espaço a alguém novo.
O ritual repete-se: encantamento -> paixão -> desencantamento.
E aquele amor todo que marcou o dia dos namorados com aquele que já não faz sentido para nós, vai para o lixo. Deixa de fazer sentido guardar essas recordações. Só fazem sentido quando estão ligadas a essa pessoa.
E lá está o amor descartável. Usa-se e deita-se fora.
Já não há amores como antigamente... :P

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Diamante

Tirei tudo da caixinha dos segredos: um badge de um G.O de cada Club Med por onde passei de férias. O meu próprio badge...de Puerto Maria e o Da Balaia (sim, pq eu consegui realizar o sonho de um dia ser G.O). Postais recebidos um pouco de toda a parte, carta especiais, fotos especiais, bilhetes da queima, recordações da queima e, no meio da confusão, um bilhete: Filhinha, serás sempre um brilhante na minha vida. Papá.
Não me lembro dele, não me lembro do momento em que o recebi. Talvez por isso, as lágrimas escorreram-me pelo rosto.
Lembro-me de adormecer a ouvir as aventuras na "Quinta da Vovó do Papá". Como me ria com elas... Adorava quando chegava a "hora do conto" e rapidamente começavam as correrias de pensamentos, que me invadiam a cabeça!
Isso levou-me a lembrar dos jantares do Varina, em que iamos para a praia brincar, ou quando íamos ao Conchinha e pediamos ao Chico um "aquário" e riamos, ano após ano, com isso.
Também me veio à cabeça recordações das férias no Algarve e dos assaltos à gelataria por baixo de casa da vovó. E as mil e uma coisinhas que a vovó fazia para adoçarmos a boca.
E quando o sr. Lino chegava para me apertar as bochechas e eu me escondia assustada atrás de ti, enquanto o vovô reclamava para o cumprimentar?
Fechei a caixinha de recordações, cheia de lembranças, mas sem saber donde saiu o bilhete. Mas confesso que gostei!!!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Namorados e iogurtes

" Namorados. São uma coisa porreira. Dão-nos rosas, escrevem-nos poemas, compram-nos cartões com ursos ramelosos e “fofinhos” da colecção Forever Friends, olham para nós com aquela expressão que têm os cães da União Zoófila e enchem-nos os dias de amor e romance. Os mais dotados e dedicados trazem o pequeno almoço à cama, cantam-nos Caetano Veloso ao ouvido – ou, no mais apurado estilo poético, declamam David Mourão-Ferreira num tom que só nós ouvimos – levam-nos às Caraíbas, oferecem-nos livros maravilhosos e discos inesquecíveis. Os mais tradicionais gostam de nos levar a jantar fora aos restaurantes da moda, os artísticos preferem levar-nos ao teatro, ou a Porto Brandão numa romântica viagem de cacilheiro ao fim de semana com as gaivotas por companhia e meia dúzia de gatos pingados avulso no mundo.
Namorados. São uma coisa porreira. Fazem-nos sentir a nós mulheres bonitas, únicas, amadas e desejadas. Chamam-nos Pequeninas, Princesas e outras delícias para o ouvido e o coração, enchem- se de paciência para ouvir os nossos desabafos e alinham com os nossos amigos. Alguns até têm um dom especial para lidar com as nossas mães, mas isso é uma singularidade rara, não podemos contar com ela no comum mortal.
Namorados. São uma coisa porreira. Até ao dia. O dia em que acordam e ficam com dúvidas, acendem a luz de alarme do complicómetro e começam a pensar no-que-é-que-isto-vai-dar, ou então ligam o radar que é outra peça que vem sempre acoplada ao macho e descobrem que o mundo está cheio a abarrotar de Princesas, Pequeninas e outros seres maravilhosos com longas pestanas, calças de ganga justas e cabelos compridos. E que muitas delas, coitadinhas, estão tão sozinhas, mesmo a precisar de companhia.
Como dizia o outro – desculpem andar-me a repetir com citações, parece que já usei esta, mas para mim é mais ou menos como o puré de batata nos menús dos colégios, dá para tudo – o homem caça e luta, a mulher intriga e sonha. E caça mesmo. Perdizes, narcejas, galinholas, Cláudias, Kátias ou Luisas, tanto faz. No couto ou no Lux, é indiferente. Ao meio dia num campo descoberto ou às cinco da manhã na pista da Kapital, não é relevante. O que o Homem gosta é do acto predador: se é um safari no Quénia ou uma saída na movida lisboeta, tanto faz. Há que apanhar uma presa e dar-lhe cabo do canastro. O que é preciso é um tipo manter-se vivo, dizia-me outro dia um caçador nato. Como se a vida dependesse disso.
Namorados. São uma coisa porreira, se nunca nos esquecermos que são como os iogurtes: saborosos, docinhos, deliciosos, mas com prazo de validade. Mas há que olhar para o lado do bom da coisa e fazer como diziam os romanos carpe diem, que é como quem diz, aproveitar o dia e esperar pelo dia seguinte sem esperar nada. Com um bocadinho de sorte, pode ser que ele ainda lá esteja, ou telefone, ou não lhe tenha apetecido ir às narcejas. Ou às Cláudias. "

Margarida Rebelo Pinto