domingo, maio 13, 2007

pobres meninos ricos, que não sabem o que fazem!

Pobres meninos ricos, que adoptam o ócio como fonte primordial das suas vidas. E não é que se vangloriam mesmo dessa vida desprezível de aparências? Como se alguém fosse feliz no meio de tanta ostentação...
Cada vez mais, é um tema na actualidade. Cada vez mais, os pobres meninos ricos vivem do consumo desenfreado. No fundo, nada é mais importante que o status. E o que melhor que o consumo para atingir o status? Partindo do status como ex-libris da sociedade ideal, o importante começa a ser a roupa que vão vestir, as marcas que exibem num “corpo-vitrina”, os carros que têm e a veia social, esta última altamente selectiva que inclui apenas grandes nomes.
Vivendo de aparências e ilusões, tornam-se escravos da moda. Há que seguir sempre as últimas tendências e quanto mais caros forem os artigos desejados, menos serão as possibilidades de ver alguém com o mesmo, ao nosso lado.
O mundo chegou a um estado de perdição de tal forma assustador, que ócio e dinheiro são uma combinação explosiva de futilidade. Se trabalhar sempre foi motivo de horna, para alguns o “ganha-pão” e fonte de subsistência, cada vez mais o trabalho é para “os pobres”. O tempo é tão curto que deve ser aproveitado para relaxar, viajar, ver montras e contemplar o nada.
Depois há aqueles que vivem de aparências sem terem como. Recorrem aos créditos que nos invadem a televisão diariamente e assim, podem ir de férias para um destino mais agradável que o da vizinha da frente.
Pobres meninos ricos que ingressam neste meio como consequência da educação, daqueles casamentos estrategicamente felizes (a filha do padeiro que casa com o dono da empresa de distribuição). Que criancinhas poderão sair daqui? Crianças completamente ostentadas, devido ao status da mãe. Jovens que mais tarde deixam de estudar, porque o mundo é muito grande para o conhecer no seu todo e há tanta loja nova para visitar que é impossível conciliar com os estudos. Adultos que chegam a discotecas e compram o porteiro para não terem de estar na fila muito tempo e pedem para vigiar o carro, que está em 2ª fila à porta. A melhor camisa, umas calças caríssimas compradas especialmente para essa noite e umas sapatilhas que pelo preço deveriam de ter asas... fazem parte do status pretendido para o dia.
Meninos ricos que desconhecem a desgraça que nos rodeia no mundo, pessoas que não dão valor a nada. Apenas ao “comprável”.
No dia seguinte? Há muitas lojas abertas para não ter de repetir a toillette.
E valores como a solidariedade, amizade, fidelidade e confiança? Ainda existe?
Pobres meninos ricos, que não sabem o que fazem.

1 comentário:

Anónimo disse...

Pobres dos ricos que tanto tenhem lalala nao tenho nada mas tenho tenho tudo sou rica em sonhos e pobre pobre em ouro mas n me importa pois so por ter dinheiro nao compro AMIGOS ESTRELAS O AMOR VERDADEIROOO bjaooo meu anjo