Depois da conversa com a mãe dela, já não havia nada que os impedisse de ficarem juntos.
Como habitualmente, ela foi àquele café onde, noites após noite, se encontra com os amigos. De repente, começou a sentir um calor estranho, aliado a um enjoo descontrolado. Resolveu pedir umas águas, mas nada parava aquele transtorno. Pegou no braço do melhor amigo e pediu que a acompanhasse lá fora.
Curiosamente, do outro lado da rua, pareceu-lhe o carro dele. Nesse instante, tudo lhe passou. As borboletas da barriga começaram a bater as asas e a levantar voo. Acabavam de acordar. Pediu desculpa ao amigo, enquanto correu para ele e lhe saltou para o colo. Beijaram-se. Era incrível como gostavam um do outro.
Continuavam, porém, a temer a opinião e reacção alheia. E isso mexia com eles.
Ela gostava que ele pudesse conviver com os seus amigos. Mas a diferença de idades era tão grande... Que sentido teria para cada uma das partes aquela reunião?
Nem ele se sentiria à vontade com os "miúdos", nem eles com o "tio". Falariam de quê? Da vida académica, bebedeiras, praxe e queimas das fitas (que se aproximava) ou de uma vida profissional, ligada à joalharia(algo demasiado minuncioso)?
Ninguém se sentia bem com a situação, e isso pertubava os "pombinhos".
De facto, o melhor era não pensarem mais nesse assunto, enquanto não se sentia bem.
Ele convidou-a para irem tomar alguma coisa, irem dançar um pouco no sítio "deles" e verem um filmezinho em casa dele. Era precisamente o que ela queria. Foi então despedir-se dos amigos, ouvir os conselhos do Gustavo, o melhor amigo preocupado e seguiu com ele.
Foram àquela discoteca que os marcava, mas a vontade de ficar não era nenhuma. Optaram por ir para casa dele.
Trocavam festinhas enquanto viam um filmezinho, daqueles de domingo à tarde, mas ele sentia-a nervosa e desconfortável. Falaram sobre isso. Ele sabia o que a pertubava. Ela não sabia lidar com aquela situação.
Resolveram estar juntos quando quisessem, desde que sentissem confortáveis. Sabiam que ambos aproveitavam demasiado bem aqueles momentos. Não era necessário pensar no depois.
Iam viver intensamente cada momento, quando estivessem juntos, sem pensar no que as pessoas poderiam pensar.
Estavam bem juntos e isso devia ser um momento a dois!
Era o que ambos queriam!
2 comentários:
Por acaso estás a fazer algum relato da tua vida real??
:D
lol
Gostei de ler.
Bjinhos
E já agora... FELIZ ANO NOVO!
Luísa
sabes bem que não.. LOL
estupida!
achas q quero um velho? so se for rico :D
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